quarta-feira, 20 de abril de 2011

Apenas um pensamento fúnebre

Morrer jovem, para quem é meio insignificante, tem a vantagem de dar um motivo para os que ficam lamentarem.
"Ele/a nunca fez nada que preste na vida, mas ainda era tão jovem! Quem sabe tivesse tido a chance poderia ser alguém um dia!"

Mas de que nos servem lamentações na morte mesmo?

Se Eu Morresse Amanhã! - Alvares de Azevedo

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! que céu azul! que dove n'alva
Acorda a natureza mais loucã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

domingo, 17 de abril de 2011

Conversando com ecos

Ninguém é completamente sozinho. Temos sempre nossa própria companhia, tá certo que é meio monótono às vezes (na maioria delas), mas é também educativo! Aprendemos a ser quem somos e conviver com nós mesmos.



Eu não sei muito bem a explicação científica de um eco, o som em alguns ambientes parece quicar nas paredes como uma bola de borracha e voltar para nós, mas será que é o mesmo som que emitimos?



Pelo menos quando o eco acontece dentro da nossa cabeça (da minha ao menos) eu tenho certeza que não, o que gritamos como exclamação nos volta como pergunta, o que sussurramos como dúvida nos volta como resposta e assim segue-se este diálogo-monólogo mental, silencioso e estridente, tedioso e esclarecedor.



Se isso não faz o menor sentido, é porque é só mais um eco da minha cabeça, não espero que reconheça minha voz...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A pé...

Ok, vamos com calma dessa vez.
Não vamos construir castelos nem cavar precipícios
Um pé a frente do outro, chão firme? então continue!
Não será o fim do mundo e nem a ascenção ao paraízo
Apenas continue andando

Admire bem a paisagem
Ria do que tiver graça e do que não tiver muita graça também
Guarde um momento para chorar pelo que não deu certo
E um momento para tirar da mochila pesos inúteis
Tudo de volta ao lugar, continue andando.

Não pense muito no fim da viagem
Não idealize tanto o destino
Se não chegar onde quer, valeu a caminhada
Oxigenou-se a cabeça e o coração
Então... continue andando!