quinta-feira, 22 de julho de 2010

Aceitar...

Tudo parece tranquilo, normal, a gente acorda até feliz....

A gente sempre sabe que esta hora vai chegar, mas agimos como se não fosse chegar nunca, mesmo quando percebemos que o fim está próximo, sempre achamos que não vai acabar ainda, que ainda há muito o que aproveitar.

As vezes forçamos um pouco, tentamos reunir resquícios onde antes havia abundância, tentamos de todas as formas extrair algo de onde não há mais nada.

Bom, uma hora isso tem que acontecer e temos que aceitar esta constatação...

O creme dental acabou! =P

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um postal para Drummond

Por que quando chove não dá pra ver o horizonte... ou ele só fica menor?
Agora só conseguimos ver o espaço já conhecido, a cortina de água esconde a linha do que ainda está distante, e quando não vemos é como se não estivesse lá, mas está!

De dia as estrelas não existem, por que não pensamos nelas de dia. De dia tem trabalho, tem gente na rua, mesmo debaixo dessa chuva, mesmo sem ver seus rostos debaixo do guarda-chuva, elas estão ali, caminhando no asfalto que parece tão limpinho quando chove! mas a sujeira da rua ainda está ali.

A sujeira em cima do asfalto, embaixo das pessoas, as pessoas debaixo dos guarda-chuvas, debaixo da chuva que escondeu o horizonte, num dia de trabalho na hora que as estrelas não existem eu aqui esperando elas nascerem, esperando que não se dissolvam na chuva.

Aqui a janela não tem vidro e não fecha nunca.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Divagações sobre o ar...

"Por um pedaço de pão, por uma estória pra contar
Por acaso, por um triz, só pra contrariar tua direção
Tua mão a indicar o rumo certo, o caminho mais curto

Não vou agora, não: não quero te encontrar
Preciso me perder como preciso de ar

Perder o rumo é bom se perdido a gente encontra
Um sentido escondido em algum lugar

Devolva-me o que você levou... ou
Leve-me contigo: perca-se comigo

Sempre me perco pelas mesmas ruas
Não trago mapas, não leio as placas
Não sigo pegadas quando sei que são tuas

Não vou agora, não: não quero te encontrar
Preciso me perder como preciso de ar
Se perdi o tom foi pra escapar da tua atração:
Canto de sereia em alto mar

Devolva-me o que você levou... leve-me contigo: perca-se comigo"

Música: Faz Parte
Composição: Humberto Gessinger

O que cada um de nós precisa? eu sei do que preciso? um pedaço de pão ou uma história pra contar? mais que isso talvez... um amor?

Bingo! É disso que todo mundo precisa, certo? talvez, mas nem sempre. Se pensarmos lógicamente o amor tem um sentido prático, que nosso amigo Darwin já falou em seus rabiscos, mas 95% desse sentimento não faz sentido algum, assim como este texto que escrevo.

Sim, eu sempre fui contra o romantismo, e ainda sou, mas é possível amar sem ser idiota? amor emburrece, mas nem sempre também e relativismo enche o saco pra caramba!
A gente encontra a pessoa, a pessoa encontra o amor, mas não é você... então você se f.... meu amigo!

Não, eu não tomei vódka com danoninho no café da manhã! Tem dias que acordo assim, escrevendo japonês com alfabeto cirílico... "Perder o rumo é bom se perdido a gente encontra, um sentido escondido em algum lugar..."