domingo, 13 de março de 2011

Anos vazios...

Vivemos imaginando os próximos anos ou lamentando os anos que passaram.

Aos cinco anos de idade meu pai me perguntava o que eu seria quando crescesse, queria hoje ter a certeza que tinha naquela época ao dar a resposta. Os sonhos de criança mudam a cada minuto, mas não há nada mais verdadeiro que eles no momento em que são imaginados.

Ao entrar na escola boa parte dos meus sonhos de infância foram destruídos por risadas maldosas, apelidos humilhantes, empurrões e todo o tipo de brincadeiras de mal gosto.

No lugar dos sonhos inocentes começam a brotar sonhos amargos, sonhos de vingança, esses não eram tão plenos de certeza como os primeiros, sempre vinham acompanhados de um receio, de um escrúpulo, em compensação eles não eram tão facilmente substituídos. Uma coisa em com entre ambos foi a não realização.

A cada ano os sonhos foram se acumulando, diminuindo meu espaço de ação, hoje são só um amontoado de ilusões, prazos de validade vencidos...

Hoje olho os anos que passaram e vejo o nada dos sonhos ocupando todo o espaço, que no fim continua vazio, os anos que virão não são muito diferentes, apenas envelheço....

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