quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eles passarão, eu passarinho...

Sentar num banco de praça e observar as pessoas passando, não há um objetivo maior nisso, é apenas a observação da vida que passa ao seu lado, a sua frente. Quantas dessas pessoas estão felizes? Quantas delas já chorou hoje? Alguma delas terá sentimentos semelhantes aos meus? Alguma destas pessoas tem a resposta para essa sensação de derrota constante? Mesmo que tenha, do que me adianta se eu jamais terei coragem de perguntar?

Tem sempre aquela perguntinha clichê martelando na cabeça: "Pra que diabos eu estou nesse mundo?". Já formulei muitas respostas, eu estou aqui como a atendente do balcão de informações, para ajudar os outros acharem o caminho e ficar sentada no mesmo lugar sem caminho nenhum. Muita gente acha que pra ser feliz precisa encontrar o sentido da vida, mas nem todo mundo está preparado para aceitar que este sentido pode não ser feliz.

Seria tão mais fácil se pessoas com esse destino pudessem se isentar de ter sentimentos! Não me viriam esses pensamentos agora, eu poderia ficar aqui no banco da praça, dando milho aos pombos como na música...

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