sexta-feira, 2 de julho de 2010

Divagações sobre o ar...

"Por um pedaço de pão, por uma estória pra contar
Por acaso, por um triz, só pra contrariar tua direção
Tua mão a indicar o rumo certo, o caminho mais curto

Não vou agora, não: não quero te encontrar
Preciso me perder como preciso de ar

Perder o rumo é bom se perdido a gente encontra
Um sentido escondido em algum lugar

Devolva-me o que você levou... ou
Leve-me contigo: perca-se comigo

Sempre me perco pelas mesmas ruas
Não trago mapas, não leio as placas
Não sigo pegadas quando sei que são tuas

Não vou agora, não: não quero te encontrar
Preciso me perder como preciso de ar
Se perdi o tom foi pra escapar da tua atração:
Canto de sereia em alto mar

Devolva-me o que você levou... leve-me contigo: perca-se comigo"

Música: Faz Parte
Composição: Humberto Gessinger

O que cada um de nós precisa? eu sei do que preciso? um pedaço de pão ou uma história pra contar? mais que isso talvez... um amor?

Bingo! É disso que todo mundo precisa, certo? talvez, mas nem sempre. Se pensarmos lógicamente o amor tem um sentido prático, que nosso amigo Darwin já falou em seus rabiscos, mas 95% desse sentimento não faz sentido algum, assim como este texto que escrevo.

Sim, eu sempre fui contra o romantismo, e ainda sou, mas é possível amar sem ser idiota? amor emburrece, mas nem sempre também e relativismo enche o saco pra caramba!
A gente encontra a pessoa, a pessoa encontra o amor, mas não é você... então você se f.... meu amigo!

Não, eu não tomei vódka com danoninho no café da manhã! Tem dias que acordo assim, escrevendo japonês com alfabeto cirílico... "Perder o rumo é bom se perdido a gente encontra, um sentido escondido em algum lugar..."

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